domingo, 16 de dezembro de 2018

A TRISTE HISTÓRIA DE DINÁ

A opressão da mulher é uma chaga social presente no mundo há milhares de anos. Somente nas últimas décadas é que as sociedades dos países considerados desenvolvidos ficaram mais conscientes desse problema e tomaram medidas para acabar com esse problema.
 No Brasil, estamos no meio do caminho – muitas conquistas já foram feitas (medidas para fazer valer a igualdade dos direitos, Lei Maria da Penha, etc), mas ainda há muito por fazer. 
Infelizmente, um dos maiores focos de discriminação das mulheres é a própria família – velhos hábitos demoram a morrer… Para exemplificar o que acabei de dizer, basta pensar num típico almoço de domingo na casa de uma família brasileira. A família está toda reunida em torno da mesa. Pergunto: quem está na cozinha nesse momento? E depois, quem vai lavar a louça? Acredito que todos saibam a resposta: na esmagadora maioria dos casos, serão as mulheres. Os homens ficarão batendo papo, comendo e vendo televisão.
Um dos mais importantes aspectos da opressão da mulher dentro da própria família é a usurpação do direito dela a ter voz própria. E há um exemplo muito triste na Bíblia que demonstra bem como isso é feito:

A história de Diná (Gênesis capítulo 34 versículos 1 a 29)
Diná, filha de Jacó, saiu de casa sozinha para ver as “filhas da terra” – possivelmente outras moças da região onde morava. Foi um comportamento estranho, naquela época, pois as mulheres virgens nunca saiam de casa sozinhas.
Ela foi vista por Siquem, um príncipe da cidade de mesmo nome, e ele aparentemente usou de força para ter relações sexuais com a jovem – a Bíblia usa a palavra “humilhar” para se referir ao que ele fez com Diná. Mas depois do ato, Síquem tomou-se de amores pela moça e pediu ao seu pai, Hamor, que a conseguisse em casamento. 
Hamor foi até Jacó e prometeu um dote pela moça e ofereceu aliança entre seu povo e o clã de Jacó. Durante essa negociação, Diná foi mantida na casa de Hamor (versículo 26).
Simeão e Levi, irmãos de Diná, responderam que somente poderiam consentir no casamento se Siquem e todos os demais homens da sua cidade fossem circuncidados. Hamor concordou e assim foi feito. Aproveitando-se do período de convalescença dos habitantes de Siquem, após a dolorosa cirurgia, Simeão e Levi mataram a todos e pilharam seus bens. 
Levaram, também, Diná de volta para casa de Jacó, onde terminou seus dias, de forma melancólica – não sendo mais virgem, não podia se casar com outro homem e quem queria se casar com ela, Siquem, tinha sido morto.
A interpretação tradicional dessa história apela para a sociologia dos clãs.  A cultura daquela época se baseava no princípio da força – quem podia mais, chorava menos. Então, para ter alguma segurança, as pessoas passaram a se organizar em clãs. Dentro de um clã, todos os homens eram obrigados a defender e vingar as afrontas sofridas por qualquer membro do grupo. E fazendo parte dum grupo as pessoas se sentiam mais protegidas.
Atacar uma pessoa significava provocar a ira de todo seu clã. Assim, a chave de tudo era a capacidade do clã de reagir às ofensas e quem não fazia isso demonstrava fraqueza, tendo sua existência ameaçada. Logo, quando um clã tomava vingança por uma afronta, o objetivo não era somente punir a ofensa em si, mas também demonstrar força.
E a violência contra as mulheres – como o estupro de uma virgem – era uma ofensa particularmente grave. É nesse contexto que a história acima precisa ser considerada – a reação exagerada de Simeão e Levi teria servido como demonstração que o clã de Jacó não estava indefeso.
Agora, essa história admite uma leitura completamente diferente: um caso de amor proibido. Teria havido aí a tentativa do casal Diná e Siquem de “forçar a barra para conseguir o consentimento da família da moça para seu casamento. E essa versão explica muito melhor os fatos ocorridos.
Primeiro, a saída de Diná para ver as “filhas da terra”. Isso foi um ato de enorme imprudência e só faz sentido se Diná tinha um objetivo em mente que não contou para ninguém – encontrar-se com Siquem e dar início ao processo que levaria ao seu casamento. 
Depois, nenhuma das palavras usadas no texto da Bíblia pode ser traduzida exatamente como “estupro”: a palavra “humilhar” refere-se a qualquer relação sexual ilícita, como a que houve entre os jovens, pois eles não eram casados. 
O amor repentino de Siquem não teria feito sentido depois de um estupro, mas tem tudo a ver com a versão de um amor proibido. Na verdade, Siquem já amava Diná em segredo e depois que a relação dos dois se tornou pública, ele declarou seus sentimentos e implorou ao pai que conseguisse a mão da moça em casamento. 
O fato da moça ter sido mantida na casa de Siquem durante as negociações entre as famílias também fala muito a favor da hipótese de um amor proibido.
A opressão da mulher
Existe um importante aspecto a ser considerado, ao qual os analistas não costumam dar muita importância: a voz da própria Diná nunca foi ouvida. Em momento nenhum os irmãos a consultaram para saber qual seria sua vontade, muito menos pensaram de fato no que seria melhor para ela. 
Pelo contrário, quando mataram Siquem, eles tiraram dela qualquer possibilidade de reconstruir sua vida e a condenaram a viver como morta-viva na casa paterna. Tanto foi assim, que Deus condenou a atitude dos irmãos de Diná e os puniu com a perda do direito de primogenitura  (Gênesis capítulo 49, versículos 5 a 7). O maior mal foi causado a Diná pela sua própria família.
É claro que a sociedade da Bíblia era muito mais machista do que a sociedade brasileira atual. Mas o mesmo tipo de opressão feita a Diná continua a ocorrer, não pelas mesmas razões e certamente não da mesma forma. 
O pior é que muitas vezes a própria Bíblia é usada como “instrumento” desse processo – são comuns leituras distorcidas do texto bíblico que mostram a mulher como menos capaz intelectualmente ou mesmo mais fraca diante da tentação (por exemplo, quando se afirma que Eva teria levado Adão a pecar). 
Uma estratégia sutil, mas não menos cruel, muito usada atualmente é alegar que decisão sendo tomada, contrária à vontade da própria mulher, é para seu “bem”. Alguns exemplos de justificativas que já em diferentes momentos da minha vida foram: o marido tem mais experiência do que a esposa para decidir e ele é o “cabeça do casal”; ou o pai deve resolver tudo para que a filha não precise esquentar a cabeça; ou ainda a mãe viúva precisa ser tutelada pelos filhos para ser defendida dos perigos do mundo.
O pior é que muitas vezes as mulheres são as primeiras a dar apoio ao processo que as vitimiza – porque se sentem inferiores (talvez por terem menos estudo) ou mesmo porque foram educadas assim (paradoxalmente, por outras mulheres). 
Nós, precisamos aprender a reconhecer essas situações e aprender a dizer não para elas. Lutar para que todas as pessoas, homens e mulheres, sejam tratadas da mesma forma e tenha seus seus direitos igualmente reconhecidos tanto na sociedade em geral, como na igreja e também na família. Afinal, perante Deus, todas as pessoas são consideradas iguais.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

SOLTE, DESAPEGUE, DEIXE IR ...

Estava lendo uma reflexão sobre DESAPEGO, isso lembra que as vezes é preciso soltar e deixar para trás o que está te fazendo mal... " Quando começa a esfriar, a acalmar, dissipar, atenuar, é preciso saber o momento de soltar, deixar ir. Deixar ir a tristeza, a raiva, as desilusões, mas também as risadas, os afetos, as promessas. Deixar ir é um ato inteligente, honesto, justo. Às vezes tudo volta. Outras, não volta nunca. E assim é, às vezes nós voltamos, outras, jamais.

Como um elástico, a gente estica até onde ele vai, mas depois esgarça, perde a forma, ou pior, volta a nós com tal violência que deixa marcas doloridas. Saber o momento de largar é proteção e alívio. É garantia de mãos livres para alcançar e tocar no que tiver vontade.

Seja o que for, se já está passando, desapegue, abra caminho, mostre a saída, despeça-se bem e deixe ir."
Fique Bem!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

HISTÓRIA PESSOAL,O HOLOCAUSTO

A cada ano, nós judeus e decendentes chamados de Bnei Anussin celebramos o dia de momoria pelas vitimas do holocausto. quero compartilhar a história de Jan Peter, história emocionante que sempre quando conto ou lembro me enche os olhos de lagrimas.

Os pais de Jan-Peter eram judeus. Seu pai, Heinz, era um refugiado judeu alemão e sua mãe, Henriette De Leeuw, era judia holandesa. Amedrontados pelo regime ditatorial nazista, e pelo assassinato de um tio de Heinz em um campo de concentração, eles emigraram para a Holanda quando Henriette estava grávida de nove meses, e foram morar em Amisterdã.
1933-39: Jan-Peter nasceu logo depois que seus pais chegaram à Holanda. Quando ele tinha 18 meses nasceu Tommy, seu irmãozinho. Em 1939, os pais e um irmão de Heinz juntaram-se a ele na Holanda, como refugiados alemães. Jan-Peter e Tommy cresceram falando holandês como língua materna, e muitas vezes faziam visitas à família da mãe no interior do país.
1940-44: Os alemães ocuparam Amsterdã em maio de 1940. Por ser muito jovem, apenas 6 anos, Jan-Peter não sentiu grandes alterações em sua rotina de vida, a despeito da ocupação alemã na Holanda. Isto mudou quando ele fez nove anos: os alemães enviaram sua avó para um campo de concentração chamado Westerbork. Seis meses mais tarde, Jan-Peter e sua família foram enviados para o mesmo campo, mas sua avó não esta mais estava lá. Durante o inverno, os Pfeffer foram enviados para um gueto longínguo chamado Theresienstadt, na Polônia, onde Jan-Peter passou frio, medo e fome.
Em 18 de maio de 1944, Jan-Peter foi deportado com a sua família para Auschwitz. Ele foi envenenado por gás em 11 de julho de 1944 . Jan-Peter tinha apenas dez anos de idade.

sábado, 6 de janeiro de 2018

A DOAÇÃO QUE SOU !

Fiquei um tempo sem escrever aqui no blog, e digo que foi um bom tempo mesmo. Muitas coisas estavam acontecendo e o que eu precisava era reorganizar as coisas. To com a cabeça cheia de experiências e vivências para compartilhar com vocês, quero aproveitar nesse primeiro post de 2018 e falar  um pouco sobre doação e doar-se, algo que ouvi do meu amigo Flavio Siqueira e percebi o quanto suas palavras tem uma conexão com a realidade.
E passando, vi que existem aquelas pessoas que doam, e doam para armazenar “gentileza” sobre o seu ego. Vi que alimentam o sentimento  pensando que, porque deu, se se tornou digno e dono da vida de quem deverá ficar dependente pra sempre da generosidade do outro. Vejo que a doação nunca existiu, foi uma armação, até mesmo naquele relacionamento mais “perfeitos”. Considero a importância essencial da correspondência um ao outro entretanto, se isso for o motivo da “entrega “ cedo ou tarde a frustração virá, não falhará. Na vida,estão os vários exemplos de doação. Quando chove a doação vem das nuvens, a luz e calor do sol com doação do universo, até o oxigênio, doação das plantas...Tudo na vida é doação e até mesmo na morte, quando nossa matéria for doada para a terra e se tornar em outras coisas. É o sentido da vida. Tudo que existe deixará de ser para que novas coisas, novos recomeços, novas realidades surjam.

sábado, 8 de julho de 2017

A MALA JÁ ESTÁ PRONTA

Um grande amigo faleceu e durante os últimos dias de vida dele estive do seu lado na UTI. Enquanto aguardava o corpo para o sepultamento fiquei no meu quarto, reflexivo, abatido...vi que estava perto da porta, uma mala pronta já a dias para uma viagem que iria fazer à trabalho, e enquanto lamentava sua partida, olhava pra uma mala e refletir sobre tudo que acontecera.
A vida é uma viagem e para alguns ela é curta, há  aqueles que vivem 20, 30, 50, anos, já para outros é longa, vivem, 80, 90 ate mais de 100 anos. O objetivo da viagem é o mesmo mas o tempo da viagem é diferente e mesmo sem conhecer o roteiro, o que importa é saber para onde esta indo, saber o destino final desta viagem chamada vida .

A verdade é que quanto mais longo o destino mais cansativa se torna a viagem e mais contratempos e problemas e deceções se sofrerá, e se a mala estiver muito pesada? e se for com coisas desnecessárias?
O importante de toda a viagem, são duas coisas:
1º SABER O DESTINO
2º CHEGAR AO DESTINO
Como em toda viagem, todos nós levamos uma mala, uma bagagem.  E quando vamos viajar, não deixamos para arrumar a mala 5 minutos antes, não é verdade? E porquê?
Por que nós não sabemos como iremos estar, o que iremos fazer, como estará o clima e por isso levamos a bagagem de acordo com a necessidade e tempo, não é assim? E se levamos coisas desnecessárias, quem é que vai sofrer as consequências? Nós próprios! Pois carregaremos peso desnecessário e vamo-nos aborrecer, pois, para encontrar as coisas de que realmente precisamos será ser mais difícil.
Assim como chamo a vida de " viagem " costumo chamar essa " mala " de ALMA.
Esta mala é a sua, a minha alma! E não podemos permitir que ela esteja sobrecarregada e com coisas que só estão ocupando espaço, causando peso e aborrecimentos.  Nos estamos numa viagem e essa viagem pode chegar ao seu fim a qualquer momento e, uma coisa é certa, a alma, ou a “mala”, não pode ser preparada minutos ou segundos antes, já tem que está pronta, preparada e arrumada.Boa viagem, e que nós nos encontremos no mesmo destino
Fique bem !

quarta-feira, 24 de maio de 2017

AQUELE MOMENTO DO ABRAÇO

Ontem foi celebrado o dia do abraço. Enviei mensagens para todos os meus amigos virtuais e abracei quem eu encontrei. 
Mas, para mim todos os dias são dias de abraço. Quem me conhece sabe como sou, abraço a todos! Sei que tem aqueles que não gostam muito, mas já ouvi de muita gente muitas vezes a frase: "...isso era tudo o que eu precisava hoje!". E como isso me dá aquela sensação de: ganhei meu dia! Noto que enquanto o mundo esquenta, o amor esfria. 
Somos portadores de "geladeiras" sociais onde o único toque que impera é o do Touch screen! Vivemos de curtidas artificiais e sentimentos congelados.
Amanhã será outro dia... As mensagens sobre o dia do abraço já não serão mais enviadas, mas por favor, se você me ver, me de um abraço, aquele abraço!  Enfim, seja você homem, mulher, parente, amigo, colega, minha admiradora, idosos ou crianças, volte a exercitar o "tato" antes que você fique dormente pra vida, e perca o maior ingrediente de todas as "massas": O AMOR em formato de ABRAÇO. 
Se morresse hoje, na minha lápide estaria escrito: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã!"

quinta-feira, 18 de maio de 2017

JÁ SENTIU SAUDADES DE CASA ?

Já sentiu uma forte vontade de voltar pra casa? Aquela sensação de que o lugar onde você está parece que não é realmente o lugar de onde você pertence? 
Talvez isso venha soar estranho e meio contraditório para algumas pessoas mas, só aquelas que já sentiram isso conseguem me entender ou por que não dizer que nos entendemos? 
O que mais parece é como se estivéssemos caminhando em um caminho inverso ao dessa humanidade gigantesca que caminha como efeito manada para algum lugar, buscando um sentido absoluto ou como se caminhássemos em um sentido como um relógio em contagem regressiva. 
A ideia que carrego é que nada acontece pelo acaso, mas tudo tem um propósito maior ou menor, e é através desses propósitos que surge aquela sensação de dever cumprido e bate a saudade de voltar pra casa. As  nossas relativizaçoes é que nos condiciona a pensar assim e até manter essa possível crença substancial de que o macro se projeta no micro.
Fique Bem !

segunda-feira, 10 de abril de 2017

RETIREI O EXCESSO DA MINHA MOCHILA.


Nunca fui um cara bom pra fazer as malas. Sempre tinha aquela sensação de que estava esquecendo alguma coisa, e aí já se sabe né? colocava a casa toda na bagagem, pois não entendia nada sobre necessidades.
E aí, ? O que levar? Se faz frio,se faz calor,se tem festa,se tem jantar, se tem sol, chuva ?
Tem de tudo afinal, o que é necessário para viver? O que você leva em sua mochila?
Que pesos pretende tirar?
Como quer viver?

Para viver, é necessário desapegar e se a mochila pesa, a gente precisa deixar algumas coisas para trás, pessoas também. Sempre  ouvi: leve apenas o necessário.

Depois de um tempo você aprende que o necessário não é muito nem pouco, mas é apenas o necessário, o equilíbrio para ser feliz. Necessário é a coragem para seguir o caminho é Fé para olhar o horizonte, acreditar.

A vida precisa ser vivida, então: excessos à parte. Desapegue de coisas ou pessoas, se apegue apenas a Deus. Coloque a mochila nas costas e aproveite o caminho. Bagagem a gente leva para a vida, o excesso dela deixe para trás, sem dó e aperto no peito.

Os ciclos mudam, as bagagens também. Ninguém precisa de mochila pesada, precisamos do necessário para ser feliz, se isso for pés descalços e cabeça erguida va em frente.

Viver sempre foi uma necessidade, maior do quê qualquer bagagem.

sábado, 1 de abril de 2017

FUI AJUDA-LO A CHORAR

Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?
Você é daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe alguém à sua volta que precisa de ajuda?
Ou você é daquelas almas que já consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminuí-las, ou pelo menos não deixando que alguém sofra na solidão?
Há uma certa passagem que pode ilustrar isso. Foi vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competição era: A criança que mais se preocupa com os outros.
O vencedor foi um menino cujo vizinho – um senhor de mais de oitenta anos – acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.
Quando voltou para sua casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.
Nada. – Disse o menino – Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a chorar.
*   *   *
A pureza do coração das crianças é sempre fonte de ensinamentos profundos.
Geralmente costumamos dizer que não estamos aptos a ajudar alguém, por não sermos capazes, ou porque sabemos tão pouco para consolar.
Para muitos, essa é uma posição de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o egoísmo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de nós mesmos, e que os outros são menos importantes.
Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.
Não nos preocupemos se não conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se não podemos conceber uma saída miraculosa para uma dificuldade que alguém atravesse.
Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer Estou aqui com você, são atitudes muito importantes.
Muitas vezes, o que as pessoas precisam é de alguém para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solidão para longe, e não permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.
Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as lições de moral, é o nosso abraço apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de alguém.
Não precisamos ter todas as respostas e soluções dos problemas do mundo em nossas mãos, para conseguir ajudar.
Os verdadeiros heróis são aqueles que ofertam o que têm, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas lágrimas aos outros.
 Você sabia?
 Você sabia que não precisamos dizer Meus pêsames, às pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?
O dicionário nos diz que a palavra pêsames, significa pesar pelo falecimento ou infortúnio de alguém. Assim sendo, torna-se um termo muito pesado, já que aprendemos a compreender a morte, não como um desastre, um infortúnio, e sim uma passagem, uma mudança na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.
Não nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abraço fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa é como uma brisa suave consolando os corações que passam por esse momento.

domingo, 5 de março de 2017

QUANDO TUDO A FAZER É CAIR DE JOELHOS.


Você já teve uma incrível experiência onde Deus se moveu de uma maneira grande? Tudo parece incrível. Até que de repente, tudo da errado. Aquele incrível bem estar vai por água a baixo , aquele encontro incrível de Deus parece ter desaparecido há muito tempo. O que aconteceu? O mundo real havia chegado - problemas, desafios, turbulências ao longo da estrada, fazendo com que essa experiência de topo de montanha fosse ficando mais distante.



No Evangelho de Mateus, os discípulos de Jesus tiveram uma experiência como essa. Eles haviam sido usados ​​poderosamente por Deus. Então eles encontram um homem que não puderam ajudar. A vida desse homem foi duramente atingida por uma situação perturbadora, era um pai desesperado cujo filho tem sido atormentado por convulsões e ninguém sabia o que fazer. Os discípulos de Jesus não sabiam o que fazer diante da situação. O pai ja estava exausto, estressado e temeroso, então caiu de joelhos na frente de Jesus e desesperado pediu ajuda.

A situação parecia desoladora. E, no entanto, este acaba por ser o momento certo - O ponto de mudança na jornada de fé desse homem. Foi também um ponto crucial na jornada de fé dos discípulos por que eles viram a ação da fé daquele pai.


Muitas vezes, é preciso chegar ao fim de nosso eu para a fé real mudar uma situação real da vida real. Eu não posso dizer-lhe o número de vezes que eu ja me joguei aos pés de Jesus por causa de uma situação por que ja foram muitas. Cair de joelhos, muitas vezes no meio da noite, na madrugada, e em diversos lugares. É nessas vezes que eu sinto que o espírito do Senhor se infiltra. Essa é a esperança que tenho toda vez que me coloco de joelhos. É no ponto em que chegamos ao fim da nossa força, nosso conhecimento, nossas opções - de que Deus realmente pode começar a se mover.



Isso aconteceu na história em que um pai estava perdendo o seu filho. Quando aquela circunstancia da vida quase esmagou esta família, Jesus cura o menino - uma lição aprendida pelos discípulos, também e o mesmo serve para nós. Você já chegou a um ponto de desespero como este pai? talvez você até esteja vivenciando uma situação de muita dificuldade e até lhe parece impossível reverter e se sente até impotente... Será que essa não seria a hora de cair de joelhos diante de Jesus e se agarrar ao Seu poder sobrenatural? Assim como os discípulos não puderam fazer nada, tem coisas que com a gente é assim também. Só Jesus !

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

AJUSTANDO AS VELAS

Estava lendo este texto que diz que todos nós passamos por inúmeras mudanças durante a vida. Nossa vida é dinâmica, é um constante processo de mutação e evolução. Cada vez mais eu entendo que estas mudanças são absolutamente necessárias para que a nossa vida tenha um sentido pleno. Se nunca nos questionássemos, se passássemos a vida inteira apenas fazendo exatamente a mesma coisa todos os dias, chegaríamos ao fim dos nossos dias com uma sensação terrível de não ter vivido, e não existe sensação pior do que essa.

Quero hoje lhe levar a refletir um pouco sobre isso, a partir de uma belíssima frase do pensador e filósofo chinês Confúcio. “Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer” Confúcio . Essa frase é de uma profundidade incrível. Ela está nos dizendo que durante a nossa vida nós temos muitas rotas, mas apenas um único caminho, um único destino, que é a nossa felicidade e realização pessoal. No fim das contas, todas as nossas experiências nos levam a esse caminho em busca da realização. É comum haver desvios durante esse caminho, e precisamos estar sempre atentos para ajustar as nossas velas para que o destino final não seja comprometido pela força do vento.

O que seria esse vento? Esse vento são as adversidades, os problemas, os medos, as tristezas, os receios, tudo aquilo que nos desvia do nosso maior objetivo. Ter essa consciência de que o vento sempre estará soprando e pronto para nos desviar nos ajuda nessa atenção. Tomo a minha própria experiência.

Eu já tive e continuo tendo muitas mudanças na vida, mas em todas elas, eu tenho procurado me manter bem atento, principalmente com relação ao meu comportamento e sentimentos. Sou um rapaz bastante intuitivo e percebo em mim de forma relativamente rápida quando algo não está indo bem ou na direção que deveria ser. Nessas horas eu faço o que recomendo a todos e a você que me lê agora, eu paro, respiro fundo, me aquieto, passo a olhar com mais atenção as pequenas coisas que me rodeiam, a natureza, o céu, lembro os caminhos que trilhei até o momento presente, lembro as pessoas que me ajudaram para que tudo desse certo, lembro as dificuldades que tive até chegar onde estou etc etc.

A grande questão é estar em paz consigo mesmo. Essa tranquilidade nos faz refletir e tomar uma decisão mais acertada, ou seja, esse tempo de parar para refletir é o tempo mais que necessário para o ajuste das nossas velas, entende? Passado esse tempo, o vento continua a soprar e soprar forte, mas se estivermos atentos, ele vai estar nos direcionando para onde realmente devemos ir. Assim, tudo se torna mais simples, mais sereno. Porém, sempre devemos estar alertas, pois, como sabemos bem, o mar pode tornar a se agitar e os ventos podem nos empurrar para fora do nosso destino, mais uma vez é preciso parar, silenciar, para ajustar as velas novamente, num processo que nunca para, pois essa é a dinâmica da vida.

Que você também reflita sobre essas poucas palavras e se mantenha sempre atento, para que as velas do seu barco estejam ajustadas na direção que lhe levará à sua realização pessoal, à sua felicidade, à sua plenitude…

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O TRAÇO ENTRE AS DATAS.


Fui no funeral de um amigo, lá no cemitério vi as datas gravadas nas lápides e senti de falar um pouco ao público. Antes, observei que primeiro vem a data de nascimento e, já com lágrimas, vi também a data seguinte.
Mas, o que eu iria falar?
O que me chamou a atenção foi o Traço. Traço entre as datas, achei que isso era importante. Na verdade o Traço é o muito importante.
O Traço entre esses anos.
Esse Traço representa o tempo. O tempo que ele viveu e como viveu aqui.
E agora, apenas aqueles que o amavam, sabem o que aquela pequena linha que separa as datas, vale .
Pois não importa, o quanto possuímos ou o que possuímos. O que importa é como vivemos ou seja, como nós gastamos o nosso Traço.
Continuei falando e também chorando.
-Há coisas na vida que você precisa mudar? –perguntei, o silencio predominou... Continuei.
- Pois você nunca saberá quanto tempo ainda tem, até voltar a ser o que era antes e deixar sua memoria no Traço.
Como será lembrado quando alguém olhar o seu traço entre as datas? Fiz outra pergunta que se estendia a mim também.
- Se fossemos atenciosos o suficiente para considerar o que é real e verdadeiro, e sempre tentar entender o modo como as outras pessoas se sentem, como elas estão, e ser menos rápido para se enraivar com bobagens, e demostrar mais interesse por quem amamos e o quanto queremos o bem delas, e ser mais gentil, e ser honesto, e ser fiel, e ser o motivo delas serem felizes.
Se tratarmos uns aos outros com respeito, e com mais um sorriso, e com mais um abraço...Lembraremos desse traço de forma mais especial pois não é o seu nascimento ou morte que mais importa, mas como você gasta Cada ano que passa.
Enfim, calei. Achei que deveria encerrar a fala e deixar meu amigo ir. Afinal, eu ainda tenho que concluir o meu Traço e deixar uma boa lembrança sobre mim gravada entre as datas da lápide.

sexta-feira, 11 de março de 2016

O QUE NOS SUSTENTA QUANDO PRECISAMOS PASSAR POR MOMENTOS DIFÍCEIS ?

“Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida, e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver.”
 (Salmos 23.6)


Viktor Frank, psicólogo judeu que sobreviveu aos campos de concentração nazistas, escreveu uma obra cuja questão central é esta. Ele fala do valor da esperança e da necessidade de se acreditar no amanhã. O que nos sustenta são nossas certezas quanto a vida e o que nos destrói é a falta delas. Para sermos felizes precisamos de boas certezas. O salmista as tinha.

Não se tratavam de pensamentos positivos, de ilusões juvenis ou ingenuidades. Ele tinha certezas de fé referentes a Deus. Estava completamente seguro de que a bondade e a fidelidade de Deus o acompanhariam todos os dias de sua vida e para sempre estaria em Sua presença. Esta é uma das certezas cristãs para a vida. Ela não se firma em nós porque sabemos algo ou lemos determinado livro. As certezas sobre Deus que sustenta a vida nos momentos em que ela mais corre risco se firmam no cotidiano, no exercício da fé e na experiência com Deus. Vêm como decorrência de muitas orações, algumas respondidas e outras não. De dúvidas que levam tempo para se diluírem e exigem momentos a sós com o Pai, de conversas conosco mesmos e da escolha de continuar crendo. Num mundo que se esqueceu de Deus, aqueles que carregam certezas sobre Ele não as obtiveram no simplismo religioso.

Se queremos ser felizes precisamos ir além de nossas rotinas religiosas, pois precisamos nutrir certezas que nos sustentem diante dos revezes, altamente possíveis, da vida. Por isso não passe um dia sequer sem conversas de fé, com Deus e com pessoas. Exercite-se espiritualmente tomando decisões em função de valores do Reino de Deus, como amor, fidelidade, pureza, humildade e tantos outros. E assim, dia a dia, a presença de Deus será tão certa, que as incertezas da vida não serão capazes de roubar sua felicidade.

terça-feira, 1 de março de 2016

O VALE DE BACCA

"Bem aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados, que passando pelo Vale de Baca, faz dele uma fonte"
(Sl 84:5,6)



O Vale de Baca, dependendo da tradução e da edição Bíblica recebe várias denominações: Vale das Lamentações, Vale de Lágrimas, Vale das Bálsameiras e Vale Árido. O termo Baca significa choro, lágrima, talvez seja esse o motivo de alguns estudos ligarem o lugar a um" Vale de Lágrimas" literalmente.
Em Baca o solo era árido e em algumas áreas pedregoso, por sua extensão os peregrinos eram obrigados a cavarem poços para obtenção de água caso contrário nem as pessoas nem os animais suportariam. Alguns já não tinham tanto trabalho, encontravam os poços cavados e cheios pelas águas da chuva.
Muitos de nós passamos por esse vale, alguns poucas vezes, outros muitas; alguns até vivem em Baca, porém; assim como nós passamos por ele, ele também se ira de nós.
Alguns necessitam de muito esforço para cavar poços e sobreviver, outros, nem tanto, desfrutarão em Baca do esforço que outros fizeram; estes, encontram os poços já cavados e cheios pela água da chuva. Em Baca também há poços cavados e vazios que se enchem de lágrimas, mas,nas lágrimas existem bálsamo que trazem conforto e também alegria: 

"Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria"Sl126:5.

Apesar da aridez de Baca ele pode se tornar uma fonte onde nos tornamos mais sábios, fortes, resistentes e confiantes. Aprendo que em Baca recebo sustento para alcançar Sião e que Sião representa todo e qualquer lugar onde se deseja chegar para receber vitória.
Caso você esteja passando pelo Vale de Baca continue firme confiando em Deus logo vai passar pois o vale não é para sempre.

domingo, 27 de setembro de 2015

SAMUEL TINHA TUDO PARA DAR ERRADO.



Quando estudamos acerca da história de Samuel, notamos claramente que a presença de Deus em nós, realmente faz a diferença. 

Lemos em 1º Samuel que o jovem Samuel viveu situações complicadas em sua adolescência, viu e ouviu coisas que poderiam de fato motivá-lo a viver uma vida que desagradasse a Deus, todavia, não foi desse jeito, vejamos:


Aproximadamente aos três anos de idade, após desmamar, Samuel foi oferecido como oferta à casa de Deus, sofrendo assim, uma forte ruptura do afeto e do carinho materno que tinha desde o nascimento. “Porém Ana não subiu; mas disse a seu marido: Quando o menino for desmamado, então o levarei, para que apareça perante o Senhor, e lá fique para sempre. E Elcana, seu marido, lhe disse: Faze o que bem te parecer aos teus olhos; fica até que o desmames; então somente confirme o Senhor a sua palavra. 

Assim ficou a mulher, e deu leite a seu filho, até que o desmamou. E, havendo-o desmamado, tomou-o consigo, com três bezerros, e um efa de farinha, e um odre de vinho, e levou-o à casa do Senhor, em Siló, e era o menino ainda muito criança.

E degolaram um bezerro, e trouxeram o menino a Eli. E disse ela: Ah, meu senhor, viva a tua alma, meu senhor; eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, para orar ao SENHOR. Por este menino orava eu; e o Senhor atendeu à minha petição, que eu lhe tinha feito.

Por isso também ao Senhor eu o entreguei, por todos os dias que viver, pois ao Senhor foi pedido. E adorou ali ao Senhor.” 1 Samuel 1:22-28.

Samuel cresceu no templo servindo a Deus junto ao sacerdote Eli, vendo o proceder dos seus dois filhos, Hofni e Finéias, jovens esses, que apesar do sacerdócio que exerciam, viviam uma vida desregrada e desagradavam constantemente a Deus, a bíblia os cita como filhos do diabo; é bem verdade que tal aproximação diária com os filhos de Eli, poderia certamente influenciar o jovem Samuel. “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial; não conheciam ao Senhor.” 1 Samuel 2:12

O texto em 1º Samuel, capitulo 2 e versículo 19 diz que Samuel só via a sua família de ano em ano quando os mesmos iam ao Templo para oferecer o sacrifício anual; imagina ver a sua família de ano em ano? Isso me parece ser uma pressão psicológica forte na cabeça de um adolescente. “E sua mãe lhe fazia uma túnica pequena, e de ano em ano lha trazia, quando com seu marido subia para oferecer o sacrifício anual.” 1 Samuel 2:19

Samuel observava o proceder do seu mentor Eli diante de seus filhos endemoninhados, não era duro, não era firme, consequentemente, Deus já não o usava como antes, todavia, Samuel continuava servindo a Deus e respeitando a Eli. “E o jovem Samuel servia ao SENHOR perante Eli; e a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta.” 1 Samuel 3:1

Moral da história, quando o nosso compromisso é com Deus, nada e nem ninguém pode nos afastar dos caminhos do Senhor, busque ser um nascido de Deus, busque estar firme todos os dias de sua vida!

Colaborou: Banda JovemRio

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Quando já não sabemos mais o rumo, descobriremos que a ESPERANÇA é a ÂCORA da alma.

Um escritor inglês, do século passado, conta em uma de suas obras que na praia perto de sua casa, uma coisa muito interessante podia ser vista com freqüência: um navio lançando a sua âncora no mar enfurecido. 
Dificilmente existe uma coisa mais interessante ou sugestiva do que essa. Parece estar sob o poder e à mercê delas. O navio dança sobre as ondas. O vento e a água se combinam para fazer do navio o seu brinquedo. Parece que vai haver destruição; pois se o casco do navio for lançado sobre as rochas, será despedaçado. Mas observamos que o navio mantém a sua posição. Embora à primeira vista parecesse um brinquedinho desamparado à mercê dos elementos, o navio não é vencido. Qual é o segredo da segurança deste navio? Como pode resistir às forças da natureza com tanta tranqüilidade? A corda à qual ele está amarrado não depende das águas, nem de qualquer outra coisa que flutue dentro delas. Ela as atravessa e está fixada no fundo sólido do mar. Existe segurança para o navio no meio da tempestade porque ele está ancorado! Não importa quão forte o vento sopre ou quão altas sejam as ondas do mar... A sua segurança depende da âncora que está imóvel no fundo do oceano. Muitas vezes nos sentimos no meio de uma tormenta, sendo jogados pelas ondas da vida para cima e para baixo e açoitados pelo vento da adversidade. Parece-nos, às vezes, que não conseguiremos sobreviver a determinados períodos de nossas vidas. Sem uma vida espiritual, a nossa vida é como um navio sacudido pelo mar enraivecido das circunstâncias incontroláveis da vida. Mas, confiando em Deus, experimentamos sua presença e amor como âncora da nossa vida. Nos sentimos encorajados e esperançosos. Essa esperança mantém segura e firme a nossa vida, assim como a âncora mantém seguro o barco.

A qual temos Cristo como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu,

terça-feira, 23 de junho de 2015

NAQUELE DIA O SILENCIO FOI MINHA MELHOR COMPANHIA.

A pergunta que quero fazer é uma pergunta que eu sempre faço para os meus amigos. Não sei por que também mas, pode ter certeza, se eu andar muito com você, e algum momento vou te fazer essa pergunta também: 
Qual é o seu sonho ?
É tão animal aquele breve silêncio que fica entre o ouvir a pergunta e a resposta. Parece que alguma coisa desperta na pessoa. Parece que ela se lembra daquilo que ela mesma se esqueceu, perdido na correria dos compromissos, mas de alguma forma, naquele instante, a esperança de realizar aquele sonho volta. E me sinto muito privilegiado de ter ouvido tantos sonhos já, porque são coisas muito particulares. Alguns são tão simples e já pude até me dispor a ajudar.
Eu não vou dizer ‘corra atrás dos seus sonhos’, porque enquanto eu corria atrás do meu, eu só quebrei a cara. Precisei ouvir muitos nãos, sacrificar muitos sonho mas, Deus me devolveu como um Isaque, agora como um sonho Dele. Talvez esse post te fez lembrar do seu sonho e só isso já me deixa feliz. Volte a orar por ele, a pedir a Deus direção e confirmação, pois vem Dele tanto o querer, quanto o realizar.
Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. 

FILIPENSES 2.13
 

domingo, 17 de maio de 2015

ALGUÉM PODERIA TE APEDREJAR ?

Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela”.
 João 8.7
Uma mulher que foi pega em adultério sua situação não era brincadeira. Ela foi levada ao juiz e sentenciada segundo a lei: “Apedrejamento até à morte”. Isso não era música aos seus ouvidos. O coração dela congelou de medo. Sua esperança consistia no homem que estava escrevendo no chão. Contudo, ela se surpreendeu quando ele disse: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela”.
São pecadores como essa mulher que pertencem ao reino de Cristo. Ele não quer pecadores que se recusam a admitir que são pecadores. Eles pensam que, por não terem pecados visíveis, não precisam da ajuda de Deus. Quantas vezes ja dissemos assim: “Hoje nada fiz de mau. Fui obediente, nunca matei e nunca roubei portanto, que Deus seja misericordioso comigo”. 

Eu pensava que Deus devia me perdoar por pecados que eu não considerava realmente pecaminosos. Na verdade, esses pecados não eram realmente pecados. Sim, eu os estava inventando.
Pecados que nós mesmos inventamos são estúpidos. A compaixão divina não está preocupada com pecados inventados. Eles precisam ser verdadeiros – tais como não temer, confiar ou crer em Deus e não fazer o que a lei de Moisés ordena. Em outras palavras, pecados reais quebram a lei de Deus, a qual ninguém pode ignorar. São esses que requerem perdão genuíno, ao invés de um perdão sem sentido. Voltemos à mulher pega em adultério. Ela não foi apanhada em algum pecado imaginário, mas em adultério. Assim, devemos nos guardar contra pecados reais, sem nos esquecermos de que é para esses pecadores que o evangelho é estendido.

O resultado desta historia você ja deve conhecer, ninguém que estava ali no momento jogou uma pedra sequer naquela mulher e todos foram saindo um por um até ficar apenas Jesus e a mulher, que não era mais uma mulher adultera mas, uma mulher perdoada e livre dos pecados. A Fé a salvou!

Pense Nisso e fique bem !

sexta-feira, 15 de maio de 2015

VOCÊ JÁ PERDEU A PESSOA MAIS IMPORTANTE DA SUA VIDA, OU SEJA VOCÊ ?

você já teve a impressão de ter se 
perdido de si mesmo?
Pois bem, um dia eu já tive.

Quis me buscar, ser uma pessoa melhor para os outros e com o passar do tempo tive a impressão de estar me perdendo, fiquei irreconhecível, parece até uma desculpa, mas foi real, exatamente o que ouvi de algumas pessoas que cuidavam de mim e me amavam, Eu “Estava diferente”, e foi depois de muito tempo que me conscientizei de ter me perdido...

No meu caso, a melhor maneira para me reencontrar foi ficando em SILÊNCIO, tipo num casulo e ouvindo a voz que precisava ouvir.Pois [DEUS fala no silêncio].
para mim, foi de grande importância, esse "encontro" entre o meu eu e Deus, passei dias e dias conversando com Ele e disse: “O SENHOR é quem sabe quem sou e só Tú me entende.” Dias depois, um amigo estava me dizendo exatamente o mesmo, ele refletiu um pouco sobre o assunto quando compartilhamos a situação e concordou comigo. É como se conseguíssemos nos reconectar ao nos desligar do mundo exterior e mergulhar dentro de nós onde Deus habita.

Hoje, escrevi apenas para expressar o quanto essa "tal crise existencial" em busca de uma identidade que agrade a todos e agrade também a nós é algo muito comum, e nem sempre compreendido por muitos e as vezes quem deveria compreender é quem mais te critica e joga pedras quando não te fuzila, mas somente quem a ja sentiu pode falar com propriedade de sua experiência.

Em algum momento da vida, nós, que somos seres humanos, passamos por momentos que nos servem de aprendizado e amadurecermos cada vez mais. Este é o processo natural da vida, para alguns vem com mais simplicidade, para outros mais duro, mas sempre na medida que cada um de nós podemos suportar, neste momento lembro-me de uma frase de Adoniram Barbosa, muito sábia por sinal, “Deus dá o frio conforme o cobertor” e creio piamente nisto, cada dificuldade que encontramos na vida é para que possamos ser pessoas melhores a cada instante, sim, pois esse ‘lance’ de amadurecer é mais interessante do que podemos imaginar...

E hoje apenas sinta, se doer ou não, o suporte é Deus te mandando lições das quais você precisa, Ele sabe bem melhor do que você, o quanto sua força é grande a ponto de suportar e superar qualquer frio que possa vir, haja cobertas, mantas, casacos, jaquetas, chá quente e tudo o mais que possa aquecer o frio.
Não desista de si mesmo, não desista da vida, não desista de você, procure alguém ou se olhe no espelho e diga a força esta dentro de você, há momentos em que só nós podemos usar todos os conhecimentos que já temos acumulado e há momentos que não podemos contar com a ajudar de mais ninguém , só DEle e ai você consegue se identificar e se reencontrar.
Voltar ao caminho...
Espero que você fique bem ! 





terça-feira, 12 de maio de 2015

A VITÓRIA VEM DO SENHOR !

“O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do SENHOR”.
Provérbios 21:31


Todos nós desejamos uma vida vitoriosa. Infelizmente, não são todos os que sabem trilhar corretamente o caminho da vitória.O Rei Salomão falou sobre vida vitoriosa da seguinte maneira:“O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do SENHOR”.Deste pequenino versículo extraímos três preciosas verdades sobre uma vida de vitória. A primeira verdade é que há uma parte que cabe ao somente ao homem no trajeto de uma vida de sucesso. A frase “o cavalo prepara-se para o dia da batalha” significa o papel do homem na conquista da vitória. Nesse texto temos pintado o quadro de uma guerra diaria. Naqueles tempos as guerras não eram feitas com tanques de guerra, mísseis guiados por satélite e caças super potentes. Não! As guerras eram feitas a cavalo! O guerreiro tinha que preparar o cavalo para a guerra, caso contrário, teria a seu dispor um animal fraco, doente e despreparado. Assim como o guerreiro preparava seu cavalo para a guerra, nós também temos que nos preparar para os embates da vida dia apos dia.
Mas como fazemos isto? Cruzando os braços e esperando que Deus e os anjos façam todo o serviço? Não! Temos que “preparar o cavalo”, ou seja, nós é que temos que, por exemplo, orar a Deus, obedecer sua Palavra, amar o próximo (e até os inimigos!), vencer o mal com a prática do bem, acordar cedo, trabalhar duro, com honestidade, fazendo o nosso melhor como se fosse para Jesus. Aquilo que é a nossa responsabilidade Deus não fará em nosso lugar. Somente assim começaremos a trilhar o caminho para uma vida repleta de vitórias. A segunda verdade é esta: as vitórias são precedidas de batalhas. As pessoas querem ter uma vida vitoriosa, mas não querem enfrentar batalhas. O que diz Pv 21:31? O “cavalo prepara-se” para que? Para um desfile? Para uma corrida? Não! O “cavalo prepara-se para o dia da batalha”! Paulo diz em sua carta aos efésios: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef 6:13). O “dia mau” é quando a enfermidade chega, quando o desemprego bate à porta, quando somos tentados a pecar, quando o inferno se levanta contra nós, quando somos perseguidos por causa da nossa fé e amor a Jesus... Ora, estas são algumas das batalhas que precisamos enfrentar. Há quem fuja das suas batalhas ou as ignoram como se elas não existissem. Fazem isto até mesmo em nome de uma fé, afirmando que já “declararam” ou “confessaram” que seu problema não existe. Porém, esta não é uma fé bíblica e cristã, mas é uma fé supersticiosa e anti-bíblica. Na verdade, não podemos fugir dos problemas ou ignorar sua realidade. Precisamos corajosamente enfrentá-los com a ajuda que vem Deus. Ajuda esta, expressa na terceira verdade que vem a seguir. A terceira verdade de Pv 21:31 é que “a vitória vem do Senhor”. A vitória não vem de nós, nem de alguma outra pessoa ou divindade. A vitória vem do Senhor! O salmo 127:1, 2 fala algo que está alinhado com o provérbio em questão: É preciso que alguém edifique a casa, mas é do Senhor que vem a saúde e a provisão para construí-la. É preciso que sentinelas vigiem a cidade, mas quem a protege é o Senhor. Portanto, é preciso que alguém prepare o cavalo para a batalha, mas a vitória vem do Senhor. Isto significa que se a presença de Deus não estiver em nós, se Deus não habitar em nosso coração, se Jesus não for o Senhor de nossa vida, então... Será inútil levantar de madrugada, dormir tarde da noite e todos os esforços humanos que empreguemos em nossa vida. Porém aos que amam e obedecem a Deus, Ele “... dá o sustento aos que ele ama, mesmo quando estão dormindo”, pois a vitória vem do Senhor! 
Tenha uma excelente reflexão.