sábado, 8 de julho de 2017

A MALA JÁ ESTÁ PRONTA

Um grande amigo faleceu e durante os últimos dias de vida dele estive do seu lado na UTI. Enquanto aguardava o corpo para o sepultamento fiquei no meu quarto, reflexivo, abatido...vi que estava perto da porta, uma mala pronta já a dias para uma viagem que iria fazer à trabalho, e enquanto lamentava sua partida, olhava pra uma mala e refletir sobre tudo que acontecera.
A vida é uma viagem e para alguns ela é curta, há  aqueles que vivem 20, 30, 50, anos, já para outros é longa, vivem, 80, 90 ate mais de 100 anos. O objetivo da viagem é o mesmo mas o tempo da viagem é diferente e mesmo sem conhecer o roteiro, o que importa é saber para onde esta indo, saber o destino final desta viagem chamada vida .

A verdade é que quanto mais longo o destino mais cansativa se torna a viagem e mais contratempos e problemas e deceções se sofrerá, e se a mala estiver muito pesada? e se for com coisas desnecessárias?
O importante de toda a viagem, são duas coisas:
1º SABER O DESTINO
2º CHEGAR AO DESTINO
Como em toda viagem, todos nós levamos uma mala, uma bagagem.  E quando vamos viajar, não deixamos para arrumar a mala 5 minutos antes, não é verdade? E porquê?
Por que nós não sabemos como iremos estar, o que iremos fazer, como estará o clima e por isso levamos a bagagem de acordo com a necessidade e tempo, não é assim? E se levamos coisas desnecessárias, quem é que vai sofrer as consequências? Nós próprios! Pois carregaremos peso desnecessário e vamo-nos aborrecer, pois, para encontrar as coisas de que realmente precisamos será ser mais difícil.
Assim como chamo a vida de " viagem " costumo chamar essa " mala " de ALMA.
Esta mala é a sua, a minha alma! E não podemos permitir que ela esteja sobrecarregada e com coisas que só estão ocupando espaço, causando peso e aborrecimentos.  Nos estamos numa viagem e essa viagem pode chegar ao seu fim a qualquer momento e, uma coisa é certa, a alma, ou a “mala”, não pode ser preparada minutos ou segundos antes, já tem que está pronta, preparada e arrumada.Boa viagem, e que nós nos encontremos no mesmo destino
Fique bem !

quarta-feira, 24 de maio de 2017

AQUELE MOMENTO DO ABRAÇO

Ontem foi celebrado o dia do abraço. Enviei mensagens para todos os meus amigos virtuais e abracei quem eu encontrei. 
Mas, para mim todos os dias são dias de abraço. Quem me conhece sabe como sou, abraço a todos! Sei que tem aqueles que não gostam muito, mas já ouvi de muita gente muitas vezes a frase: "...isso era tudo o que eu precisava hoje!". E como isso me dá aquela sensação de: ganhei meu dia! Noto que enquanto o mundo esquenta, o amor esfria. 
Somos portadores de "geladeiras" sociais onde o único toque que impera é o do Touch screen! Vivemos de curtidas artificiais e sentimentos congelados.
Amanhã será outro dia... As mensagens sobre o dia do abraço já não serão mais enviadas, mas por favor, se você me ver, me de um abraço, aquele abraço!  Enfim, seja você homem, mulher, parente, amigo, colega, minha admiradora, idosos ou crianças, volte a exercitar o "tato" antes que você fique dormente pra vida, e perca o maior ingrediente de todas as "massas": O AMOR em formato de ABRAÇO. 
Se morresse hoje, na minha lápide estaria escrito: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã!"

quinta-feira, 18 de maio de 2017

JÁ SENTIU SAUDADES DE CASA ?

Já sentiu uma forte vontade de voltar pra casa? Aquela sensação de que o lugar onde você está parece que não é realmente o lugar de onde você pertence? 
Talvez isso venha soar estranho e meio contraditório para algumas pessoas mas, só aquelas que já sentiram isso conseguem me entender ou por que não dizer que nos entendemos? 
O que mais parece é como se estivéssemos caminhando em um caminho inverso ao dessa humanidade gigantesca que caminha como efeito manada para algum lugar, buscando um sentido absoluto ou como se caminhássemos em um sentido como um relógio em contagem regressiva. 
A ideia que carrego é que nada acontece pelo acaso, mas tudo tem um propósito maior ou menor, e é através desses propósitos que surge aquela sensação de dever cumprido e bate a saudade de voltar pra casa. As  nossas relativizaçoes é que nos condiciona a pensar assim e até manter essa possível crença substancial de que o macro se projeta no micro.
Fique Bem !

segunda-feira, 10 de abril de 2017

RETIREI O EXCESSO DA MINHA MOCHILA.


Nunca fui um cara bom pra fazer as malas. Sempre tinha aquela sensação de que estava esquecendo alguma coisa, e aí já se sabe né? colocava a casa toda na bagagem, pois não entendia nada sobre necessidades.
E aí, ? O que levar? Se faz frio,se faz calor,se tem festa,se tem jantar, se tem sol, chuva ?
Tem de tudo afinal, o que é necessário para viver? O que você leva em sua mochila?
Que pesos pretende tirar?
Como quer viver?

Para viver, é necessário desapegar e se a mochila pesa, a gente precisa deixar algumas coisas para trás, pessoas também. Sempre  ouvi: leve apenas o necessário.

Depois de um tempo você aprende que o necessário não é muito nem pouco, mas é apenas o necessário, o equilíbrio para ser feliz. Necessário é a coragem para seguir o caminho é Fé para olhar o horizonte, acreditar.

A vida precisa ser vivida, então: excessos à parte. Desapegue de coisas ou pessoas, se apegue apenas a Deus. Coloque a mochila nas costas e aproveite o caminho. Bagagem a gente leva para a vida, o excesso dela deixe para trás, sem dó e aperto no peito.

Os ciclos mudam, as bagagens também. Ninguém precisa de mochila pesada, precisamos do necessário para ser feliz, se isso for pés descalços e cabeça erguida va em frente.

Viver sempre foi uma necessidade, maior do quê qualquer bagagem.

sábado, 1 de abril de 2017

FUI AJUDA-LO A CHORAR

Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?
Você é daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe alguém à sua volta que precisa de ajuda?
Ou você é daquelas almas que já consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminuí-las, ou pelo menos não deixando que alguém sofra na solidão?
Há uma certa passagem que pode ilustrar isso. Foi vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competição era: A criança que mais se preocupa com os outros.
O vencedor foi um menino cujo vizinho – um senhor de mais de oitenta anos – acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.
Quando voltou para sua casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.
Nada. – Disse o menino – Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a chorar.
*   *   *
A pureza do coração das crianças é sempre fonte de ensinamentos profundos.
Geralmente costumamos dizer que não estamos aptos a ajudar alguém, por não sermos capazes, ou porque sabemos tão pouco para consolar.
Para muitos, essa é uma posição de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o egoísmo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de nós mesmos, e que os outros são menos importantes.
Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.
Não nos preocupemos se não conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se não podemos conceber uma saída miraculosa para uma dificuldade que alguém atravesse.
Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer Estou aqui com você, são atitudes muito importantes.
Muitas vezes, o que as pessoas precisam é de alguém para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solidão para longe, e não permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.
Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as lições de moral, é o nosso abraço apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de alguém.
Não precisamos ter todas as respostas e soluções dos problemas do mundo em nossas mãos, para conseguir ajudar.
Os verdadeiros heróis são aqueles que ofertam o que têm, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas lágrimas aos outros.
 Você sabia?
 Você sabia que não precisamos dizer Meus pêsames, às pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?
O dicionário nos diz que a palavra pêsames, significa pesar pelo falecimento ou infortúnio de alguém. Assim sendo, torna-se um termo muito pesado, já que aprendemos a compreender a morte, não como um desastre, um infortúnio, e sim uma passagem, uma mudança na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.
Não nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abraço fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa é como uma brisa suave consolando os corações que passam por esse momento.

domingo, 5 de março de 2017

QUANDO TUDO A FAZER É CAIR DE JOELHOS.


Você já teve uma incrível experiência onde Deus se moveu de uma maneira grande? Tudo parece incrível. Até que de repente, tudo da errado. Aquele incrível bem estar vai por água a baixo , aquele encontro incrível de Deus parece ter desaparecido há muito tempo. O que aconteceu? O mundo real havia chegado - problemas, desafios, turbulências ao longo da estrada, fazendo com que essa experiência de topo de montanha fosse ficando mais distante.



No Evangelho de Mateus, os discípulos de Jesus tiveram uma experiência como essa. Eles haviam sido usados ​​poderosamente por Deus. Então eles encontram um homem que não puderam ajudar. A vida desse homem foi duramente atingida por uma situação perturbadora, era um pai desesperado cujo filho tem sido atormentado por convulsões e ninguém sabia o que fazer. Os discípulos de Jesus não sabiam o que fazer diante da situação. O pai ja estava exausto, estressado e temeroso, então caiu de joelhos na frente de Jesus e desesperado pediu ajuda.

A situação parecia desoladora. E, no entanto, este acaba por ser o momento certo - O ponto de mudança na jornada de fé desse homem. Foi também um ponto crucial na jornada de fé dos discípulos por que eles viram a ação da fé daquele pai.


Muitas vezes, é preciso chegar ao fim de nosso eu para a fé real mudar uma situação real da vida real. Eu não posso dizer-lhe o número de vezes que eu ja me joguei aos pés de Jesus por causa de uma situação por que ja foram muitas. Cair de joelhos, muitas vezes no meio da noite, na madrugada, e em diversos lugares. É nessas vezes que eu sinto que o espírito do Senhor se infiltra. Essa é a esperança que tenho toda vez que me coloco de joelhos. É no ponto em que chegamos ao fim da nossa força, nosso conhecimento, nossas opções - de que Deus realmente pode começar a se mover.



Isso aconteceu na história em que um pai estava perdendo o seu filho. Quando aquela circunstancia da vida quase esmagou esta família, Jesus cura o menino - uma lição aprendida pelos discípulos, também e o mesmo serve para nós. Você já chegou a um ponto de desespero como este pai? talvez você até esteja vivenciando uma situação de muita dificuldade e até lhe parece impossível reverter e se sente até impotente... Será que essa não seria a hora de cair de joelhos diante de Jesus e se agarrar ao Seu poder sobrenatural? Assim como os discípulos não puderam fazer nada, tem coisas que com a gente é assim também. Só Jesus !

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

AJUSTANDO AS VELAS

Estava lendo este texto que diz que todos nós passamos por inúmeras mudanças durante a vida. Nossa vida é dinâmica, é um constante processo de mutação e evolução. Cada vez mais eu entendo que estas mudanças são absolutamente necessárias para que a nossa vida tenha um sentido pleno. Se nunca nos questionássemos, se passássemos a vida inteira apenas fazendo exatamente a mesma coisa todos os dias, chegaríamos ao fim dos nossos dias com uma sensação terrível de não ter vivido, e não existe sensação pior do que essa.

Quero hoje lhe levar a refletir um pouco sobre isso, a partir de uma belíssima frase do pensador e filósofo chinês Confúcio. “Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer” Confúcio . Essa frase é de uma profundidade incrível. Ela está nos dizendo que durante a nossa vida nós temos muitas rotas, mas apenas um único caminho, um único destino, que é a nossa felicidade e realização pessoal. No fim das contas, todas as nossas experiências nos levam a esse caminho em busca da realização. É comum haver desvios durante esse caminho, e precisamos estar sempre atentos para ajustar as nossas velas para que o destino final não seja comprometido pela força do vento.

O que seria esse vento? Esse vento são as adversidades, os problemas, os medos, as tristezas, os receios, tudo aquilo que nos desvia do nosso maior objetivo. Ter essa consciência de que o vento sempre estará soprando e pronto para nos desviar nos ajuda nessa atenção. Tomo a minha própria experiência.

Eu já tive e continuo tendo muitas mudanças na vida, mas em todas elas, eu tenho procurado me manter bem atento, principalmente com relação ao meu comportamento e sentimentos. Sou um rapaz bastante intuitivo e percebo em mim de forma relativamente rápida quando algo não está indo bem ou na direção que deveria ser. Nessas horas eu faço o que recomendo a todos e a você que me lê agora, eu paro, respiro fundo, me aquieto, passo a olhar com mais atenção as pequenas coisas que me rodeiam, a natureza, o céu, lembro os caminhos que trilhei até o momento presente, lembro as pessoas que me ajudaram para que tudo desse certo, lembro as dificuldades que tive até chegar onde estou etc etc.

A grande questão é estar em paz consigo mesmo. Essa tranquilidade nos faz refletir e tomar uma decisão mais acertada, ou seja, esse tempo de parar para refletir é o tempo mais que necessário para o ajuste das nossas velas, entende? Passado esse tempo, o vento continua a soprar e soprar forte, mas se estivermos atentos, ele vai estar nos direcionando para onde realmente devemos ir. Assim, tudo se torna mais simples, mais sereno. Porém, sempre devemos estar alertas, pois, como sabemos bem, o mar pode tornar a se agitar e os ventos podem nos empurrar para fora do nosso destino, mais uma vez é preciso parar, silenciar, para ajustar as velas novamente, num processo que nunca para, pois essa é a dinâmica da vida.

Que você também reflita sobre essas poucas palavras e se mantenha sempre atento, para que as velas do seu barco estejam ajustadas na direção que lhe levará à sua realização pessoal, à sua felicidade, à sua plenitude…

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O TRAÇO ENTRE AS DATAS.


Fui no funeral de um amigo, lá no cemitério vi as datas gravadas nas lápides e senti de falar um pouco ao público. Antes, observei que primeiro vem a data de nascimento e, já com lágrimas, vi também a data seguinte.
Mas, o que eu iria falar?
O que me chamou a atenção foi o Traço. Traço entre as datas, achei que isso era importante. Na verdade o Traço é o muito importante.
O Traço entre esses anos.
Esse Traço representa o tempo. O tempo que ele viveu e como viveu aqui.
E agora, apenas aqueles que o amavam, sabem o que aquela pequena linha que separa as datas, vale .
Pois não importa, o quanto possuímos ou o que possuímos. O que importa é como vivemos ou seja, como nós gastamos o nosso Traço.
Continuei falando e também chorando.
-Há coisas na vida que você precisa mudar? –perguntei, o silencio predominou... Continuei.
- Pois você nunca saberá quanto tempo ainda tem, até voltar a ser o que era antes e deixar sua memoria no Traço.
Como será lembrado quando alguém olhar o seu traço entre as datas? Fiz outra pergunta que se estendia a mim também.
- Se fossemos atenciosos o suficiente para considerar o que é real e verdadeiro, e sempre tentar entender o modo como as outras pessoas se sentem, como elas estão, e ser menos rápido para se enraivar com bobagens, e demostrar mais interesse por quem amamos e o quanto queremos o bem delas, e ser mais gentil, e ser honesto, e ser fiel, e ser o motivo delas serem felizes.
Se tratarmos uns aos outros com respeito, e com mais um sorriso, e com mais um abraço...Lembraremos desse traço de forma mais especial pois não é o seu nascimento ou morte que mais importa, mas como você gasta Cada ano que passa.
Enfim, calei. Achei que deveria encerrar a fala e deixar meu amigo ir. Afinal, eu ainda tenho que concluir o meu Traço e deixar uma boa lembrança sobre mim gravada entre as datas da lápide.